sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ensinar e aprender com as mídias digitais


         Ensinar e aprender com as mídias digitais
            Ensinar é organizar situações de aprendizagem a fim de criar condições que favoreçam a compreensão da complexidade do mundo, do contexto do grupo, do ser humano e da própria identidade.       
            A melhor forma de ensinar é, como efeito aquela que propicia aos alunos o desenvolvimento da capacidade de ler e de interpretar o mundo e que o leve, efetivamente, a aprender de forma significante e com sentido. Deve, portanto, potencializar o desenvolvimento do aluno a fim de que consiga lidar com as características e com as demandas da sociedade atual, que enfatiza, por exemplo, ser importante que o aluno tenha autonomia para buscar, constantemente, novas aprendizagens.  Almeida e Prado (2005)
            Acredito que educar é colaborar para que professores e alunos nas escolas e organizações, transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem. É ajudar os alunos na construção da sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional do seu projeto de vida, no desenvolvimento das habilidades de compreensão, emoção e comunicação que lhes permitam encontrar seus espaços pessoais, sociais e de trabalho e torna-se cidadãos realizados e produtivos. Educamos de verdade quando aprendemos com cada coisa , pessoa ou idéia que vemos, ouvimos, sentimos, tocamos, vivenciamos, lemos,compartilhamos e sonhamos, seja na família, na escola, no trabalho, no lazer, etc.
                          Matrizes curriculares
(entrevista com Antonio Nóvoa)
Que competências são necessárias para a prática do professor?
Resumindo, eu tenderia a valorizar duas competências: a primeira é uma competência de organização. Isto é, o professor não é, hoje em dia, um mero transmissor de conhecimento, mas também não apenas uma pessoa que trabalha no interior de uma sala de aula. O professor é um organizador de aprendizagem, de aprendizagens via os novos meios informáticos, por via dessas realidades virtuais. Organizador do ponto de vista da organização da escola, do ponto de vista de uma organização mais ampla, que é a organização da turma ou da sala de aula. Há aqui, portanto, uma dimensão da organização das aprendizagens e dos trabalhos.

            É preciso reconhecer que os professores não possuem apenas saberes, mas também reduzem os domínios dos conteúdos a serem ensinados e aceitar a idéia de que evolução exige que todos os professores possuem competências antes reservas aos inovadores ou aqueles que precisavam lidar com públicos difíceis. Ao nos preocuparmos com as competências estaremos, acima de tudo, lutando por uma formação profissional dos professores baseada na realidade das praticas. Com tudo isso também significa ter meios para fazer a profissão evoluir por meio do desenvolvimento de nossas competências.


Autora: Dionilda Salete Frigo




DESAFIOS DE CONVERTER CONHECIMENTO PARA A VIDA


DESAFIOS DE CONVERTER CONHECIMENTO PARA A VIDA
           
O grande desafio da nossa sociedade hoje é a aprendizagem, a sociedade se desenvolve de forma muito ampla e os desafios para conseguir acompanhar esse ritmo são muitos e acompanhar essa evolução fica difícil, inclusive para a escola. Não há dúvida de que o conhecimento é a base de tudo para um desenvolvimento social, cultural e também econômico. E essa necessidade acaba sendo atribuída à escola, essa é a instituição que tem o dever de preparar as pessoas para entrar nesse mundo competitivo, mas os fracassos são evidentes.
Nossa sociedade vive momentos paradoxais do ponto de vista da aprendizagem. Por um lado, há cada vez mais pessoas com dificuldades para aprender aquilo que a sociedade exige delas, o que, em termos educacionais, costuma ser interpretado como um crescente fracasso escolar. Que professor, aluno ou simplesmente pai ou mãe nunca disse ou ouviu dizer que os alunos sabem cada vez menos, que estão menos preparados? Quem nunca se deparou com estatísticas preocupantes sobre os baixos índices de leitura e de aprendizagem dos alunos? Contudo, ao mesmo tempo em que esse fracasso escolar cresce assustadoramente, também podemos afirmar que o tempo dedicado a aprender estende-se e prolonga-se cada vez mais na história pessoal e social, ampliando a educação obrigatória, impondo uma aprendizagem ao longo de toda a vida e, inclusive, levando a que muitos espaços vasios sejam, dedicada a organizar sistemas de aprendizagem informal.
Essa nova cultura de aprendizagem tem seu seus requisitos de adaptações, criando novos espaços respondendo as demandas e exigências necessárias para nos ajudar na transformação da sociedade, essa que acreditamos e investimos com segurança na aprendizagem. As tecnologias da informação nos fazem necessárias formas de alfabetização, porque são poucas as reservas de informações que a escola possui como conseqüência tem incerteza intelectual e pessoal, pois muitas verdades não se tornaram absoletas. Metas de gestão do conhecimento devem ser inseridas como, informação, interpretação, analise, compreensão e comunicação, com isso não faz  com que o professor seja um mero transmissor de conhecimento. É preciso compreender, ser capaz de reorganizar. Para isso, principalmente o professor deve ter uma formação continuada ensinar e aprender, é proporcionar condições para que a aprendizagem seja um processo de construção, e não só armazenar informações sem interpretá-los e por em prática, mesmo na terceira idade para manter ativa a mente, a predisposição também no profissional que interage com o aprendizado.
Uma maneira de conseguir êxito na construção do conhecimento é se aliar ao desenvolvimento, fazendo o uso de tecnologias que podem ajudar e muito no processo ensino-aprendizagem. A escola deixou de ser a única fonte de conhecimento e saber, existe muito mais conhecimento fora da escola. E a escola deve usar todos os mecanismos possíveis para conseguir chegar a esse conhecimento, não ficar restrita apenas aos livros que fazem parte do seu acervo.
Dessa forma a função da escola deixou de ser o único lugar de aprendizagem, ele deve preparar o educando para que o mesmo aprenda fora da escola. Para que o mesmo saiba buscar o conhecimento, onde ele estiver. Para tal proposta é fundamental mudar a forma de ensinar, fazendo uso de todas as ferramentas possíveis que estão ao alcance dos educadores independente do lugar e hora. A aprendizagem passa a ser algo constante desde a infância até a terceira idade.
Nessa proposta os desafios dos educadores se multiplicam, é preciso conhecer bem o aluno, trabalhar com projetos de forma coletiva, criar condições para que se desenvolvam as múltiplas formas aprendizagem conseguindo êxito no seu proposto.
Para melhorar o contexto da educação frente os grandes desafios que estão surgindo, as novas tecnologias estão surgindo como uma ferra muito importante para auxiliar os educadores. Mas o cuidado com essas ferramentas devem ser grandes, fazendo o uso apenas do que realmente interessa e vai trazer um retorno positivo na sala de aula, não usar apenas porque está na moda.
Portanto, todo estimulo a aprendizagem é um conceito e estratégia, principalmente os das tecnologias que proporciona estimulo para que o aprendiz possa construir conhecimento, e não facilidade para a vida cotidiana.

 Autora: Dionilda Salete Frigo

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Hipertexto


Conceituando Hipertexto
“A própria sociedade tem, por vezes, dificuldade em saber para que ela quer a escola. A escola foi um fator de produção de uma cidadania nacional, foi um fator de promoção social durante muito tempo e agora deixou de ser. E a própria sociedade tem por vezes dificuldade em ter uma clareza, uma coerência sobre quais devem ser os objetivos da escola”.
           O texto acima, tirado do professor Antonio Nóvoa, expressa o verdadeiro paradoxo pelo qual vive a educação brasileira atual. O aluno quer aprender, os pais querem ver os filhos formados, a sociedade quer e exige cada vez mais pessoas preparadas e qualificadas, as Instituições e os governos oferecem cada vez mais tempo e condições técnicas para os alunos buscarem informações, enquanto este por sua vez aprende cada vez menos. Não é de hoje que se ouve e se discute a falta de profissionais qualificados para o mercado de trabalho, os fracassos em concursos e vestibulares em todo o país. Isto tudo dá uma dimensão exata dos níveis da educação brasileira  e sobre todo o processo ensino-aprendizagem.
            Outro ponto que me chamou a atenção do autor Antonio Nóvoa (pag. 65) é o que trata especificamente do professor: “O professor não é, hoje em dia, um mero transmissor de conhecimentos, mas também não é apenas uma pessoa que trabalha no interior de uma sala de aula. O professor é um organizador de aprendizagens via novos meios informáticos, por via dessas novas realidades virtuais”.
            De fato, o desafio do professor é tornar as aulas atrativas, fazendo o aluno perceber que está realizando algo bastante sério, porém prazeroso e onde pode estar em jogo seu próprio futuro. Neste sentido, a internet é uma ferramenta interessante  e indispensável no processo de ensino. Mas, ela precisa ser utilizada de maneira correta para não se tornar mais um obstáculo a ser superado pelo professor e pelo aluno. O aluno precisa encontrar sentido naquilo que está fazendo, precisa reconhecer sua própria autoria naquilo que esta produzindo em grupo ou individualmente por meio de questões investigadas por ele mesmo. Cabe ao educador também fazer o aluno sentir-se parte, isto é, sujeito do processo, e saber que a educação se dá ao longo de toda a vida, para que o mesmo não veja na mesma um projeto pronto, acabado e restrito  a própria escola.  

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